20 de set de 2015

É hora de voar, Michele.


Eu tenho uma amiga. Melhor dizendo (e parafraseando um texto lido na semana): eu tenho uma melhor amiga da vida adulta. Se em algum momento você leu, viu ou ouviu sobre mim, você também já conhece a Michele.

Ela é uma jóia. Todo mundo que conhece a Michele, se encanta de prontidão. É um ser com espírito evoluído, que transpira energia e felicidade, que sorri bonitinho com os olhos puxadinhos, que só tem coisa boa dentro de si.

Ela me conhece por inteiro. Sabe das minhas manias, do que não gosto, de como dou risada engraçado e de que preciso de um café ao acordar. Ela me dá bronca em alto e bom som. E me faz carinho no metrô. E também me abraça cheia de afago.

Michele e eu nos apaixonamos logo nas primeiras vezes que saímos juntos. Ela me apresentou a cerveja e eu, bem, não sei o que apresentei para ela, mas sei que tenho vontade de protegê-la desse mundão a todo custo. Ela é uma raridade, uma pessoa que não tem comparação, não tem adjetivos pra qualificar.

Eu sei que é confuso e complicado falar de sentimentos. Acho que ninguém consegue descrevê-los com facilidade. Mas eu sinto um amor imenso por Michele. E eu sei disso porque uma das cenas mais bonitas do mundo é vê-la dançar. Ela voa. Ela abre os braços e, feliz, pula e canta e gira sem parar. Isso me faz abrir um sorriso todos os dias e querer gritar pro mundo que aquilo, aquela pessoa, vale um milhão de sentimentos. Porque é só assim que dá pra qualificar.

Mas a Michele vai voar. Vai para longe um pouco e me deixar. Não que eu fique triste por isso, pelo contrário, eu estou irradiando felicidade por essa conquista dela e torço muito para que tudo dê certo. E tento ajudar. Mas eu vou ficar. Como vou, às terças, mandar mensagem e falar: topa comer um Habib’s? E, 10 minutos depois, ela está lá. Porque Michele não nega nada. 

Quando saí do lugar que nos conhecemos, fiquei receoso. "Será que nossa amizade ia acabar?", pensei. Pelo contrário. A gente se apaixonou mais e continuamos a brincar. E quando Michele for, eu vou querer todos os dias ligar. Só pra ouvir aquela voz e saber que tá tudo bem. E ouvir as peripécias da noite anterior ou, desesperado por alguma desilusão amorosa que a vida sempre me dá, chorar. Aliás, que momento aquele, quando você me abraçou com o Lucas na balada e, ao som de Blank Space, me deram o melhor colo do mundo e me deixaram chorar. Exposto, na frente de mais de mil. Meu coração, pedra como estava, amoleceu. 

Mas Michele volta. Volta logo e eu vou estar lá, na porta do aeroporto, tocando uma música no violão, como prometido. Vou ocupar meu tempo de coisas novas e boas pra quando a saudade machucar. Eu só quero compartilhar com o mundo o quanto você é necessária e especial pra todos que te cercam. Como dissemos no final de semana anterior, você é o elo que mantém um grupo reunido. Você é a essência, é o turning point da minha vida. Então vai, se diverte, aprende, desbrava, se redescobre, amadurece, sofre e grita no meio da Times Square. Welcome to New York, Michele. Aquele lugar, tenho certeza, vai te mudar em algo. 

E quando voltar, corra me abraçar. 

Agora me vou, porque a Michele, minha melhor amiga, minha paixão platônica, está aqui na porta, me esperando pra brincar.

Um comentário:

guh disse...

Adoro ler os seus textos Caio.
Não sou muito bom em me expressar com as palavras e quando me sinto meio perdido com meus sentimentos venho aqui pra sua página, e sempre encontro o que preciso, aquilo que queria dizer.
Então quero te agradecer por acabar me ajudando e pedir pra continuar escrevendo sempre :).
Beijos e abraços