6 de jan de 2015

sobre o futuro

para ler ouvindo:

“You are in the process of setting up a whole new structure to your life, and you are now engaged with creating the foundation. As they say, the deeper the foundation you create, the taller the building can be. All your instincts are right, so go with them, and don't second-guess yourself by asking friends and family for their advice. At times you may wonder if you have bitten off more than you can chew, but again, you are entering a new era with Saturn newly minted in your sign of Sagittarius - an occasional feeling of being overwhelmed often comes with the territory.”

Susan Miller abriu meu janeiro assim, com a mais pura verdade: estou estruturando uma nova vida e, para isso, é preciso fazer a base. O Ano Novo, o 1º de janeiro, é só mais uma data qualquer. Nada muda, você dorme e acorda exatamente igual ao dia anterior, não importa a cor da cueca que escolheu ou se a camiseta era branca. O Ano Novo, no entanto, é uma oportunidade para novos planos, para se inspirar e ir atrás de vontades, para aquele empurrão que talvez faltasse para tocar a vida como a gente gosta. E ela, a vida, prepara surpresas pra gente – o que é, de fato, o que a torna interessante. Decidi que quanto mais limpo, livre e tranquilo eu conseguisse começar o ano, melhor. E essa seria minha única resolução: ser livre. Ser leve.

Mudanças apareceram logo no primeiro dia.
Sempre discuti como o amor rege boa parte da minha vida. Eu sou um louco apaixonado e, quando caio no sentimento, me desdobro para conquistá-lo em minhas mãos, para ter controle, para viver com emoção. Eu sou aquele tipo de cara que fecha uma viagem sem pensar pela adrenalina, que pede em namoro pelo momento, que ama sem medo de se machucar no futuro. Erro bastante. Mas eu gosto dessa espontaneidade que a vida me oferece. Eu ainda não sei nada sobre o amor e ainda não consigo decifrar o motivo de ele me impactar tanto. Seja insegurança, seja loucura, seja só amor mesmo, que reúne todas essas palavras em uma única. Vai entender.

Pedi as contas. Depois de quase cinco anos trabalhando na árvore, percebi tarde que passou a hora de sair. Consegui algo que vai me desafiar, me fazer sentir aquela paixão de fazer coisas novas, descobrir o que não domino, conhecer gente nova (e algumas que já conheço). Mas isso fica para daqui 1 semana, quando encerro esse ciclo da minha vida de vez. Por ora, obrigado, firma.

Chegou a hora de colocar a cabeça no lugar para aceitar a vida como ela deve ser vivida. Ando há algum tempo com uma sensação esquisita de que a brincadeira acabou e agora a coisa ficou séria. Não sei se estou certo ou não, mas estou guiando meus dias por esse sentimento. Parece que chegou a hora de limpar tudo o que não uso mais para poder agregar coisas novas, dar passos mais largos, conhecer mais profundamente.

Resumindo, a palavra do ano é leveza.

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