11 de dez de 2014

2014.

Que ano, jovens. Que ano. 2014 começou com uma viagem superagradável, rodeado de gente bonita e um flerte sem fim. Um flerte que começou com uma amizade e acabou num namoro, num deslumbre, em dias quentes e gostosos, em colônia para dormir, em abraço. Um flerte que ainda existe, mas prevalece a amizade. A maior e melhor amizade. A amizade do ‘queria te ver’. Amizade.

Ainda no primeiro semestre, fui surpreendido por um convite mais que inesperado, em um domingo de noite, para curtir uma viagem com gente desconhecida para Los Angeles. Eu, que me entendi um belo viajante, fui de braços abertos. Foi uma das viagens mais loucas, gostosas e incríveis da minha vida. Fui rumo à LA sem conhecer ninguém, posei e fiquei num rooftop de um hotel incrível, sai pra curtir Hollywood e, depois, 3 dias em Palm Springs, vislumbrado pelo Coachella – e até que curti conhecer um festival desse tipo. Pessoas loucas, pessoas legais, pessoas bonitas. Não aprontei umazinha na Califórnia, mas conheci a Katy Perry e falei com o Joe Jonas. Além de dançar pra todo mundo em uma pool party e ser chamado de ‘cute brazilian guy’. É o tipo de experiência que vou levar pra vida.

Tal viagem me encorajou a fazer uma outra, também sozinho. Resolvi voltar para NY em agosto, a cidade que eu mais amo nesse planeta, sozinho. Comprei a passagem, escolhi o hotel que quis e fui. E foram um dos dias mais felizes da minha vida. A liberdade, a sensação de independência, o caminhar sem compromisso algum, o pensar de roupas sem imaginar ser julgado, as compras, a dor no pé, a chuva na Times Square e os milhares de hamburgueres maravilhosos. Os cupcakes e o café de manhã. Foi uma puta, deliciosa e libertadora viagem.

Além das viagens, esse ano eu também resolvi acalmar um pouco. Saí menos, gastei mais. Passei noites em claro decidindo quem eu era e para onde queria ir. No trabalho, as coisas ficaram de pernas para o ar e todo mundo bloqueeou qualquer informação que eu pudesse transmitir. Eles são os caçadores, a gente, as raposas. Aprendi a entender isso e abaixar a cabeça e realizar a minha função, mesmo que robótica. Um tiro no pé – mas ninguém quer mais saber.

2014 me apresentou a Maria, um ser de uma doçura tão estonteante que eu não consigo entender como uma alma pode ser tão boa. Também trouxe a Pipoca para ocupar o lugarzinho vazio que a Sandy deixou ao partir em 2013. Eu discuti um pouco de política e até abri uma poupança. Eu me aproximei um pouco mais dos meus amigos e família e decidi que eles são prioridade. 2014, aliás, eu consegui levar a minha família toda para a balada – e eles gostaram tanto que, às 23h de toda bendita festa, estão na porta, sendo os primeiros da fila. A vibe é tão boa, tão feliz, que às vezes eu me desligo do mundo ali mesmo, fico com cara de panaca e desejo que os minutos da festa durem o dobro do que deveriam. Fiz uma festa de aniversário, apesar de não gostar de comemorações, e, claro, fui impactado pelo meu já conhecido inferno astral. Esse ano foi barra.

2014 trouxe de volta a Natasha, que agora senta coladinha a mim. Trouxe de volta ao Brasil e ao trabalho. Eu não consigo explicar o meu amor por essa pessoa loura, que tem um jeito único e especial de ter amigos e viver a sua vida. 2014 tirou a Josi, eterna chefa, da sua mesa. Mas, pra ela, sei que o caminho da felicidade e realização acabou de começar. =)

Me aproximei mais do Alcides, que se tornou minha paixão platônica, briguei com a Michele, que tem um gene forte, mas coração mole, fui até o chão com o Matheus, que eu ainda não consegui decifrar e dei um monte de risadas com o Vini, um cara foda. Tem mais um monte de gente que passou pelo ano e, claro, marcou de alguma forma – mas são esses que eu penso sempre quando quero desabafar ou ser feliz.

Existe um capítulo à parte, ainda em formação, sendo escrito minuciosamente, de um amor antigo, paixão platônica de balada, que cada vez que entra em minha vida me desnorteia. Eu tinha certeza do final, mas alguém fez o favor de borrar as letras. Agora, está sendo reconstituído. E essa história, olha só, me aproximou de gente que nem fazia parte dela: Vini e Pati, Yuri e Bruna e, claro, Caio. Criou-se uma amizade nesse círculo que é gostoso de ver, sentir e poder compartilhar (e meio que saber que sou o responsável por elas). É nítido e até dá orgulho o desenvolvimento, amadurecimento e, principalmente, bom coração dos meus primos. Tem um caminho bonito pela frente cada uma dessas pessoas. Porque elas são boas. Puramente boas.

Em resumo, foi um ano de aprendizado. Talvez de amadurecimento – apesar de não perceber se amadureci, de fato. Ganhei experiência em várias coisas e fui o mais sincero e honesto que pude com todo mundo que cruzou o meu caminho. Decidi, depois de sofrer muito em novembro passado, que eu não ia mais fazer coisas erradas simplesmente porque eu odiava o sentimento de culpa. A culpa me deixa angustiado, triste, depressivo. E quem a causa sou eu. Logo… Depois que adotei esse mantra pra vida, a relação entre as pessoas se tornaram mais fluídas, verdadeiras, gostosas.

2014 eu conheci a Avril Lavigne e virei um meme mundial por isso. Não me importo. Pagaria de novo quantos reais fossem para tirar uma foto com aquela mulher. Curti 3 shows incríveis dela, chorei em todos e fiz uma viagem louca para o Rio de Janeiro, onde saí com desconhecidos para uma balada X e tive uma das noites mais divertidas do ano. Cara, eu sou o tipo de pessoa que raramente sai com desconhecidos ou colegas. Que não faz amizade fácil porque, sim, sou um bocado tímido. Que sofre de vergonha alheia. 2014 foi um passo grande nesse ponto.

Eu me perdi, não nego, por muito tempo. Demorei pra me encontrar de novo. Mas tenho a sensação de que, quando entendi o que queria, me foquei para ser o que eu sempre deveria ter sido. “É só quando a gente se perde que a gente sabe o que a gente é”. Eu sou um cara chato, mimado, que não come comida molhada e não dorme em lençóis floridos. E tá tudo bem. Tô quase nos 30, então posso ter as pessoas que me suportam com as minhas manhas do lado, posso pagar pela comida seca e escolher os hotéis que amo. Aliás, conheci muitos, muitos, muitos hotéis em 2014.

E é isso.
2015 nem começou, mas já existe uma carta na manga. =)

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