27 de nov de 2014

27, bem-vindo

Eu acho que não tinha percebido que criei esse costume: a cada aniversário, ao que parece, eu escrevo um texto sobre a nova e a velha idade. Reli todos, para perceber a evolução. É. Enfim. 27, bem-vindo. De todas as formas possíveis, bem-vindo. Eu acredito que os meus 26 anos foram uma fase de amadurecimento, de crescimento, de entendimento. Eu me questionei muito esse ano, me perguntei sobre tudo, sobre cada passo que dava na vida. Trabalho, amor, dinheiro, família, futuro. Apesar de nada ainda ter uma definição, me fez entender pequenos detalhes que vão fazer da vida, daqui pra frente, diferente, mais leve, mais gostosa.

Costumo dizer que sou um ser livre. Eu gosto da liberdade, eu gosto do silêncio, eu gosto da solidão. Claro, não sempre. Sou de sair, sou de pular, sou de rir com os amigos e ir atrás deles para onde for, seja pra esquina de cima ou outro país. Mas não há nada mais valioso, pra mim, do que os meus momentos deitado na cama, no silêncio ou só com uma música gostosa ligada, e assistir a vida passar. São minutos únicos, que parecem me colocar no eixo.

Acabei de ler que, aos 27, começa a velhice. Então que ela comece, porque velhice é sinal de experiência. Eu usei os meus 26 anos, basicamente, pra descansar a alma e definir a essência. Eu sei que ainda não estou velho e, Deus queira, ainda tenho muito tempo de vida, mas eu acredito que eu já cheguei naquela idade onde posso definir o que gosto, o que não gosto, o que quero e o que não quero. Antes, eu fazia coisas por vergonha de dizer não. Hoje, eu tenho certeza de que não faço mais algo que não quero. Isso vale para tudo, desde pequenos programas, como ir a um restaurante, até relacionamentos e aplicações financeiras (ainda não as faço).

Aos 26 eu viajei um bocado, também. E, duas vezes, sozinho. Fui para Los Angeles (de classe executiva, o que foi um sonho realizado) a trabalho. Nem eu sabia que era capaz de fazer tudo o que fiz por lá. Fui pra NY, à lazer, sozinho. Totalmente sozinho. Foi uma decisão pessoal: preciso ir, sozinho. Escolhi o hotel que quis, comprei o que queria comprar, guardei o dinheiro que deu e fui, sem medo de ser feliz. E fui feliz. Até ganhei uma tendinite no pé, de tantos KMs andados. Fiz amigos enquanto, na pequena rotina, esperava o café matinal. Fiz amigas enquanto esperava o cupcake da Magnolia, logo depois do café matinal. Fiz amigos no hotel, que se desdobraram inteiros para encontrar um pacote tão esperado e, de madrugada, acionaram o alarme de incêndio sem querer. Voltei mudado, com fôlego, com esperança. Ainda vou morar naquele lugar.

Quando voltei, o caos instalou-se e, em 10 dias, tudo mudou no trabalho. Mas isso não vem ao caso.

Eu não sei como vou estar aos 28. Espero que igual hoje, só que melhor. Com mais conquistas, com mais definições. Espero que feliz. Espero que ouvindo Blank Space. Espero que gostando de Avril Lavigne. Espero que não comendo comidas molhadas. E viajando.

Os meus 21. Os meus 22. Os meus 23. Os meus 25. Os meus 26.

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