12 de ago de 2014

cuide dela

pra ler ouvindo:


a vida é uma música composta de histórias vividas, amores passados e marcas na pele, que podem ser cicatrizes ou tatuagens. juntas, dão a harmonia completa – que arrepia, encanta e vicia. todo mundo tem uma história para contar, seja ela de um amor que transbordou ou de um amor que se afogou. digo mais: toda história é bonita, se você ouvir com atenção e cautela. é nas histórias dos outros que a gente aprende a pessoa. a gente descobre seus medos, frustrações e anseios. entende a rebeldia, a loucura e calmaria. profissão difícil essa, a de aprender pessoas. 

minha mão é composta por linhas que, dizem, simbolizam o destino. essas linhas se cruzam – coração, sucesso e cabeça, todas em paralelo à vida. apesar de uma idade ainda pouco avançada, posso dizer que já andei pra lá e pra cá um pouco. até os 20 anos, queria viver um amor daqueles de seriado. apesar dos vários episódios, o último seria o do casamento. meu primeiro amor não acabou em casamento. pelo contrário. ele acabou antes mesmo de eu assumir e, por isso, arrastei. me sentei para jantar com alguns, mas não via graça no paladar alheio. saí pra dançar com outros e até acreditei que era melhor assim (e foi, mesmo). testei, testei e testei. saquei que a vida era uma música, mas eu estava com medo de cantar sozinho.

olha só, expurguei em 2 parágrafos uma epifania que, até agora, não tinha decifrado. 

o título do post é sobre a vida. eu não posso negar que vivi os últimos anos bagunçado. metáfora à frente: todas as roupas do meu guarda-roupas estavam empilhadas e amassadas ao fundo, sem um corpo para vestir. a vida seguiu mais ou menos assim. mas é preciso cuidar. cuidar dos gostos, da saúde, do dinheiro e da alma. encontrei um caminho quando comecei a aprender as pessoas. me aprendi, para poder aprender os outros. silêncio e leveza, foi o que descobri. 


depois de uma série de acontecimentos provocados por, veja bem, eu, que depois me causaram sensação de mal estar, resolvi deixar para trás as histórias que já não me fazem parte, os livros que não acredito e as músicas que não me convém. 

3 comentários:

Anônimo disse...

Não te conheço pessoalmente, só que amo esse espaço, vc se entrega de uma forma simples e unica

Anônimo disse...

Caio, gratidão!

Alberto Quadros disse...

Porque não escreve mais se escreve tão bem? Eu para o envergonhar, raro o dia em que não envio uma mensagem no meu blog (e vou a caminho dos 88) www.sonhoscomsorte.blogstop.com