4 de jun de 2014

de erros do passado

blindagem.
eu sou uma pessoa simples: se você errou, arrume. não deixe situações mal-resolvidas. elas são os fantasmas de qualquer relação pessoal. quando erro, conserto. demoro para entender o erro, perceber as falhas, tento aprender. defendo a tese de que errar não é o certo – mas acho difícil alguém premeditar o erro (se assim o faz, deixa de ser erro para ser maldade). existem borrachas metafóricas na vida. nosso cérebro é uma delas. você já deve ter ouvido falar que ele, nosso centro de comando, apaga memórias ruins. seja pela supressão voluntária da memória (Freud), ou por sua reação natural. pense comigo: você se lembra exatamente de alguma dor que sentiu fisicamente na vida? você se lembra de momentos tristes, ruins, mas você não consegue lembrar, com certeza, o que sentiu naqueles momentos. o cérebro é nosso borracha, nossa defesa, nossa força de seguir em frente. 

aí partimos para o perdão. perdoar faz bem à saúde (e já foi comprovado cientificamente que, sim, faz). Jesus, lá atrás, dizem, pediu para que perdoássemos 70 vezes 7 vezes, o que significaria infinitas vezes (significa atitude, não numeral). eu não guardo rancor (eu não quero ter câncer por isso). sou daqueles que perdôo na hora. converso, entendo o problema, os motivos e evito deixar uma situação não agradável se propagar. me faz bem. mas tenho uma coisa fixa em minha cabeça: se eu disse que perdoei, é porque perdoei. nunca mais vou jogar a situação em voga. nunca mais irei culpar alguém por isso. nunca. é a base do perdão.

qual o motivo disso tudo? por eu simplesmente não entender pessoas que dizem perdoar, mas que seguem culpando. por pessoas que erraram no passado mas não ganham segundas chances. “errar é humano, perdoar é divino”, disse um Papa. a vida é cíclica, deve ser leve e, antes de tudo, é curta. 

forget e forgive. tenho tatuado nos braços. é matemática: onde a ordem dos fatores não altera o produto, mas gera um resultado.

evoluir. 

2 comentários:

Tales Vicari disse...

As vezes é até ruim conviver com quem fica remoendo aquela situação de anos.... pensando numa ocasião pra dar o troco, é tanta energia gasta a toa que poderia ser empregada em projetos realmente construtivos.
Esse post toca no ponto mais simples, o deixar pra e lá e nem se sentir ofendido, não sei porque mas nós não permitimos que os outros sejam impulsivos, tenham mal humor ou até acabem discontando na gente, só nosso self pode fazer isso. Somos humanos e vivemos em sociedade, nenhuma descoberta ou grande invenção foi feita ficando presa no passado e sim focando no que se quer pro futuro, no que realmente importa.

Eu li esse post agora ao acordar e é bom semprr lembrar disso e acreditar que cada novo dia será um dia melhor!
Bom dia ^_^

Anônimo disse...

Sempre que termino de ler um texto seu neste blog tenho vontade de te dar um abraço bem, beem apertado.
Você conversar comigo sem saber e eu me sinto quase aconselhado. Você tem a manha de fazer cumprir exatamente a função de um texto: conversar com o leitor.
Parabéns, Caprioli!