26 de nov de 2013

26

Tenho uma mania de, a cada final de aniversário, vir escrever aqui. Pensar na vida. Descrever o ano que passou. 26 anos é uma idade importante. É quando você se aproxima dos 30, e não mais dos 20. É quando você já viveu mais de um quarto de século. Pois cá estou. 26 de novembro, 26 anos.

Parei e pensei como foi o meu último ano, dos 25 aos 26, e, oh. FOI UMA BOSTA. Digo, uma bosta porque foi dolorido e desesperador em alguns aspectos, mas extremamente confortante e resolutivo em outros. Aos 25 eu viajei. MUITO. Conheci 3 cidades do mundo que sempre quis conhecer: Nova Iorque, Paris e Londres. E foram viagens incríveis devido às companhias. Obrigado, Bruno, Michele e mãe. E só.

25. Foi o ano em que aprendi, à força, a botar um ponto final nas coisas. Onde aprendi a olhar pra dentro, a perceber o mundo, a desvendar pessoas, a ficar bravo, ser magoado, a resolver problemas. Foi o ano em que mais errei com pessoas,  mas que serviu de aprendizado para criar um Caio melhor, mais adulto. Foi um ano onde fiz amigos. Felipe, Matheus, Gustavo, Leandro, Alcides... Apesar de pouco tempo que conheço esses seres, devo dizer que me divirto como nunca com eles.

25 eu perdi o Bruno – e, como já disse a ele, talvez eu me arrependa pra sempre das minhas escolhas. Nunca dei nomes neste blog, mas, talvez, chegou a hora. Bruno, em público e com o mesmo arrependimento que transpareci na primeira vez que conversamos depois da confusão, minhas mais sinceras desculpas por qualquer cicatriz que tenha deixado. Espero que, um dia, possa mostrar quem realmente sou para você.

25 eu perdi o Lucas. E eu ainda não sei o que dizer sobre isso. Apesar dos mais recentes fatos, eu sei que vai, pra sempre, existir um sentimento de carinho dentro de mim. O Lucas me apresentou à vida, e isso não há como pagar de volta. Espero que, um dia, possamos conviver em uma mesma sala sem nos odiarmos.

25 eu quase perdi o Felipe, um dos meus melhores amigos de toda a vida, que apareceu em novembro passado e, num piscar de olhos, parecia que eu o conhecia a vida inteira. Foram dias difíceis estes últimos, meu amigo e, apesar dos erros que cometi contigo, a vida há de fazer a gente dar as mãos novamente e chorar juntos às 7h da manhã no meio da rua. Porque a vida foi cruel. Pra você, de novo, minhas desculpas por qualquer transtorno.

Existiram outros casos aos 25, que me fizeram aprender demais. Mas 25, como disse, foi o ano de pontos finais. De decisões, de mudanças.

Lembro-me até hoje que, um dia, uma senhora disse pra mim, sem me conhecer, que eu ia me ferrar demais na vida por "confiar demais nas pessoas". Acho que eu aprendi, finalmente, o que isso quer dizer. Hoje eu confio em poucos e, os outros, que vivem de dizer mal de mim e, por algum motivo que não sei qual gostam de criar inimizades: meu sentimento de dó, que é o pior sentimento que você pode ter de mim.

25 anos e eu ganhei mais coragem, mais orgulho e, finalmente, me tornei um cara mais bem resolvido. Conheço meu potencial (mas, sim, tenho minhas inseguranças), tenho uma ideia de onde quero chegar e sei que a vida é difícil, mas a gente tem que passar por ela de cabeça pra cima. É difícil levantar a cabeça quando você passou 24 anos com ela apontada para o chão.

Eu não sou o melhor cara do mundo, eu erro e, por isso, vivo. Que meus 26 anos sejam melhores que este que passou, que tragam bons frutos, boas pessoas, boas amizades e, principalmente, calmaria.

2 comentários:

Lucas Estevam disse...

O importante é viver e nunca desistir de conhecer novas pessoas e torna- lá especiais a cada momento de sua vida. A única coisa que temos certeza dela é de quem um dia ficaremos sem ela. Adorei o texto e positividade sempre.

Lucas Estevam disse...

Aproveite agora para tornar as próximas tão especiais quanto aos que perdeu. São breves, são claros. Essa é a vida me caro, a única certeza é de que um dia não estaremos mais com ela. Viva e positive se . Bom dia!