22 de out de 2013

sobre resoluções

Nunca acreditei em resoluções de ano novo. Não acredito que a mudança de ano irá fazer você mudar algo em sua vida. De nada adiantam: duram janeiro, mas nunca o ano inteiro. Resoluções, pra mim, são necessárias quando, ao acordar, você sente que algo não está certo em sua vida. Quando você deita e não consegue dormir por estar com muitos problemas na cabeça. Resoluções são feitas para resolver problemas – que duram 12 ou mais meses. Nunca faço resoluções sobre "perder 10 kilos", ou "enriquecer", ou "ser alguém melhor para o mundo". Isso não são resoluções, mas máscaras. 

No entanto, gosto do espírito natalino. Gosto de dar presentes, sem medir valores, simplesmente por dar, junto, sorrisos. É uma linha complicada, que muitas vezes perde-se na cabeça das pessoas. Presente não é uma troca. E também não é preciso o Natal para tal. 

De volta às resoluções… 
Percebi, ultimamente, que algo não me deixa contente. Não é o amor, nem a minha felicidade, nem dinheiro, muito menos família. Sou eu. Estou errado e desonesto comigo mesmo. É preciso resolver. A vida é feita de surpresas e de momentos, que eu aprendi a aproveitar. Tenho minha personalidade e muita gente deve achá-la chata (você só fala de Avril! Você só fala de Super-Homem! Meu Deus, como é possível alguém ser tão desastrado? Por que você cai tanto da cadeira? Menino, fala os "s" das palavras direito!), mas é assim que sou. Não sou linear e minha memória é fraca. Sou de sagitário, mesmo não acreditando que os planetas possam refletir em mim. Planejo muito, me preocupo demais, não guardo rancor, sou leve. Raramente me arrependo – só quando me cobro ou deixo de cumprir algo. Sou um pouco inconsequente (a vida me ensinou a ser). Lascivo, como me disseram. E o que não está bem?

O foco.
Perdi o foco.
Sem foco, não saio do lugar.
Qual o foco?
Eu.

Perguntei-me sobre o futuro e não consegui responder. O que quero da vida? 25, quase 26, e ainda não sei? Acho chato aqueles que respondem, de prontidão, como se vêem daqui 5 anos. Não quero me ver em cinco, 10, 20 anos. Não existe tal planejamento. Existe o foco. E o foco dirá quem serei. 

Foco. Foda. Vou ao mecânico. Preciso consertar pedaços. Há peças em falta. Espero.  Dói arrumar. Lego. Precisa encaixar. As coisas saem do lugar sem a gente deixar. Foco. 


22 de outubro de 2013. Meu ano novo. Meu novo foco. Há de se estraçalhar.

Este texto não fez sentido algum em sua cabeça. Ele não é linear. Não é coeso. Ele é, apenas, um lembrete para o autor. Não deveria ser compartilhado – mas não tenho um diário. Vá ler um texto sobre o amor

3 comentários:

Gabriela Nakamura disse...

E eu me sentindo do mesmo jeito..

Ray Araújo disse...

Muito bom o texto, o blog está de parabéns, Caio :)

Gabriela Fileni disse...

Porque todo sagitariano é meio estranho,inconsequente,desastrado,sonhador,confuso e leve! Adoro teu blog! :)