27 de dez de 2012

o amor e a dor


o amor
Há muito tempo resolvi me aventurar no jogo do amor. Faz alguns bons anos, quase uma década. Paixões adolescentes que passam e são esquecidas, dores que aprendemos a engolir. Com a idade passando, o sentimento vai se concretizando, fica mais forte, intenso, maluco e dolorido. 

Aprendi que não há finais felizes – obrigado pela ilusão, Hollywood. Aprendi que a batalha não é sempre tão fácil. Aprendi que há caminhos obscuros. Aprendi a errar.

Dizem que sou jovem e que não sei nada sobre o amor ainda. Que tudo o que já vivi é só história, que marca um bocado, mas é facilmente relevado. Eu nego. Tudo depende da intensidade, de como você absorve o que vive e como espelha em sua vida. Eu aprendi a espelhar manias alheias, desejos monumentais, corações. 

a dor
A dor vem com corações dilacerados. Corações bons, puros, lindos, que batem e pulsam amor e carinho. É uma nuvem cinza que se aproxima, faz chover, molha e estraga a colheita. Eu, mais jovem, se você procurar vai achar, costumava dizer que minha missão era fazer os outros sorrirem. Muito mudou em mim, mas perceber que faço alguém sofrer por confusões minhas é minha maior derrota. Ninguém deve sofrer por mim. Ninguém deve chorar por mim. 

A maior dor do amor não é sofrer por ele, mas sim fazer outro sofrer com ele. É preciso se afastar, deixar a pessoa brilhar, recuperar a simplicidade e a pureza que existe e assistir sua partida. Só assim conseguiria me achar.

Mas não consigo soltar. 
Não consigo respirar.
Não consigo chorar.

Músicas. Elas tentam definir o amor, a saudade e a tristeza da perda de alguém. Eu defino, resumidamente, em: pra amar alguém, deixe os medos de lado. Para realizar alguém, entregue-se. Para fazer alguém feliz, ame. O amor, na verdade, não é um sentimento seu, mas um compartilhamento de um único desejo: a felicidade do outro. 

 Ame-se, ame-o. Antes de amar você, preciso estruturar meu mundo, minha base e, só assim, poderei ser seu tudo. 

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