29 de mar de 2011

o botão que inibe a paixão

Cá estamos de novo, temos a mesma discussão de todos os dias, de outro ano. Lembro-me dos tempos de mais novo, brigando contra as minhas paixões. Era menos livre, menos aberto, menos triste, menos esperto. Fugi de um. Fugi de dois. Caí no três.

Eram músicas, pessoas, amigos e desconhecidos escrevendo e gritando contra a paixão. Eu não entendia nada, mas meu coração, por dentro, só gritava e anunciava uma felicidade recém-encontrada. Tempo de dar chance às flores, aos chocolates e às palavras que, desde sempre, estavam engasgadas.

Mas o mundo é mesmo esperto e vira mais rápido do que eu espero. Naquela boa ilusão, eu fui deixando tudo correr pelas minhas mãos. Em horas, se passaram dias e, em dias, anos. O corpo pedia descanso e o coração insistia naquele perdão.

Eu prometi que eu nunca mais vou me apaixonar por alguém. Eu não quero saber de amor ou de qualquer outro romance que atravanque o caminhar. Pessoas que vêm e que vão, é essa a questão.

Pena, já digo, para não culpar, de novo, o coração: não nasci com o botão que inibe a paixão.

3 comentários:

Letícia Santos disse...

Infelizmente eu também não.
Ás vezes eu penso que para o bem da minha alma ou da coisa mais profunda que tenho, um botão desse tipo, seria a minha solução.

Gosto daqui.
Venho sempre.

=)

Millhouse disse...

*_* Adoro esse já li umas 3 vezes.

Gabriel Ventura disse...

Muito legal esse seu blog, assim como todos outros! Tu escreve muito bem!
:)