29 de jul de 2009

Perdi o meu amor

Quando se cursa jornalismo por quatro anos, aprendemos que um texto que traz aspas e referências é o melhor texto entre todos os outros. Porém, aqui, em um espaço onde não se brinca muito com real e as emoções tomam lugar, é mais bem quisto digitar e vômitar as próprias palavras do que procurar algo para citar. Na maioria dos meus textos, o amor é o ponto focal. E não há nada de mais verdadeiro no mundo do que falar de tal além do que da sua própria maneira. A minha é essa, direta, torta, sincera e dissimulada.

I just found a friend in one of your lies.

E antes o amor até que era bonitinho. Não doía, não trazia remorsos, não era vingativo. Eu cresci e o amor se perdeu em algum tempo que eu não percebi. Agora deve estar lá, jogado e amassado, esquecido e frio, como nunca foi.

Ever so sweet, you make this seem.
The way things go. It's not my fault.


Se meu amor se perdeu, eu temo nunca mais achá-lo. Dizem ser difícil conseguir de volta aquilo que não damos valor, certo?

And I'll miss, I'll miss you so good.
All of those nights we lost our way back home.


Mais do que o amor, o resto dos meus sentimentos ficaram perdidos em alguma escuridão onde ou não ouso entrar. Tenho medo de seguir sozinho, por isso prefiro ficar estacionado, esperando alguma ação.

Can't you see the wall you built for me?


E depois de tudo, mesmo que ele tenha ido embora, a gente lembra. A gente lembra como ele foi por ora gostoso, chamativo, apreciado, vivido.

Bringing the past with the postcards you sent for me.
Every line, it brings me right back down.


Cresci. É a dor de crescer. O Pequeno virou gente grande. O Pequeno, infante, desligado e deslumbrado viu o mundo, correu e se escondeu. Percebeu que ali não se encaixava. Que ali não era especial. Que ali não dava para ser de verdade. Então correu. Se perdeu.

'Cause we're not special.
Well, I'm not special.

E essa é a história de um amor. E de um sentimento. E de uma vida. E de uma história.

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