23 de jul de 2009

O casamento de Caio

Eu não preciso de uma grande festa, não, para o meu casamento. Na verdade, eu não quero sequer um evento para comemorar a data. Eu quero estar com alguém de corpo e alma. E isso já basta. Porque hoje é fácil demais achar o corpo, o difícil é conquistar a alma. Depois de ter feito isso – é a tarefa mais difícil, eu acredito – eu quero dar as mãos para a pessoa amada e saber que estou bem. Comigo e com ela. É assim que eu quero o meu casamento.

Para a festa, somente duas pessoas. Somente eu e ela. Os dois felizes, cortando um bolo simples de cenoura com cobertura de chocolate, com alianças trocadas, porque para mim, alianças não são simbólicas, são, como o nome diz, representantes de uma aliança. Somente duas pessoas possuem aquelas alianças, com aqueles nome e aquela data gravada. Aliança representa o máximo dos dois, a aproximação, a lembrança para os momentos de solidão. Depois do bolo, uma brincadeira, um olhar, uma boa vodca – ou vinho, vai do gosto – e um beijo apaixonado, de como se fosse o primeiro beijo, de como se fosse começar novamente, de como se fossemos dois desconhecidos.

Depois do casamento do Caio, a intenção é nunca mais deixar a pessoa amada de lado. Na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença, até que a morte nos separe. Com colo, com carinho, com risadas, com calma... Tudo tem o seu tempo, eu só quero é morrer casado.

Um comentário:

M. Augusto disse...

Confesso que compartilho desse pansamento, dessa simplicidade que ao mesmo tempo é mais significante e válida que toda pomposidade que possa existir em uma cerimônia do tipo.