29 de jun de 2009

O último suspiro vivo

Quando se grita o fim, é difícil não pensar no colo perdido. Tempo vai, a memória fica. A lágrima vem descendo, a garganta coça. É difícil ignorar, assim, que perdemos alguém. Seja no amor, na dor, na felicidade, na tristeza. A perda de algo é sempre uma grande perda. Foi-se o tempo em que eu sabia namorar, sabia tricotar, sabia cozinhar. Agora perdi um pedaço do meu coração, que ficou guardando o espaço, aquele bem reservado, pra minha paixão.

Não tem como não rememorar, se todos aqueles momentos juntos foram legais. Foi um tempo de aprendizagem, de descoberta, de viagem, de crescimento, de família, de jantares, de cozinha. Foi um tempo de alegria. É assim que vai ficar, dentro do peito, seja a dor que vai causar.

Eu nunca vou te esquecer, porque você é inesquecível. Sempre me perguntaram o motivo de eu desenhar um raio em meu corpo. A resposta é simples: no dia em que eu te beijei pela primeira vez, eu sonhei com um céu cheio de raios. Lembro-me de pesquisar o sentido no Livro dos Sonhos que tinha guardado, ele me apontou que "muitos consideram ser a chegada de um amor súbito e irresistível". Você está, de forma clara, rápida e forte, em mim.

Eu nunca vou te perder, também, porque você nunca vai virar passado. Eu não quero pensar em um futuro de re-encontros, mas não vou pensar em um passado finalizado. Eu sei que a gente ainda vai dar muito o que falar. Seja juntos ou separados.

Um comentário:

Anônimo disse...

(...) And if the darkness is to keep us apart
And if the daylight feels like it's a long way off
And if your glass heart should crack
And for a second you turn back
Oh no, be strong

Walk on, walk on
What you got they can't steal it
No they can't even feel it
Walk on, walk on...
Stay safe tonight (...)