8 de mar de 2009

Entendendo Deus

Eu posso brincar de tentar entender todas as coisas do mundo, mas vai ter sempre algo que vai ficar de fora. Meu corpo eu já não desafio mais, aos 21, sei que meus limites são para quem já passou da casa dos 30. Claro, a preparação cadeira+cama+fritas não ajudou em muita coisa. Apesar de odiar ter uma rotina, eu fui obrigado à isso e só me conformei pois acredito que 99% da sociedade vive o mesmo estilo de vida que o meu. Os outros são hippies. A questão é que, mesmo com 21, corpo de 50, a cabeça ainda funciona como se tivesse 12 e o coração ainda não sacou qual é a da vida.

Achei bem complicado esse lance de reprodução que Deus criou. É tipo juntar América do Sul e África pós Pangéia. Se encaixa perfeitamente. Assim é o homem e a mulher, um encaixa no outro, um fornece uma coisa e o outro recebe e, tchanam, vem o bebê. Os homossexuais são meio desprivilegiados, mas é porque devem ser um erro da Matrix. Esperaremos pelo Neo. E no meio de tudo isso, antes da reprodução, geralmente vem o amor. É, o amor.

Nascemos e somos criados para termos uma vida meio que independente. Daí a gente cresce, ganha dinheiro, trabalha e compra uma casa. Moramos sozinhos e, quando menos esperamos, um desgraçado pé-rapado surge e tira toda a nossa base. Bem vindo, amor. De independência, na real, a gente não saca é nada. Bastam alguns minutos para ficarmos mais dependentes do que nunca. O tempo passa e as coisas só pioram. Vem cá: como é que funciona isso? Como o nosso cérebro pode ‘gostar’ de alguém? Esse lance de sentimentos é mesmo complicado.

Porque assim, não dá mesmo para sacar qual é a do nosso corpo. Enquanto a gente comanda várias coisas dele, o idiota vai lá e fica mole por outra pessoa? Tem gente que não sabe cuidar nem de si mesmo, como pode querer cuidar do outro? Daí o amor chega e aquela melação chata começa a aparecer. A gente fica passando mal quando vê o outro, a gente se diverte só com o outro, a nossa vida é do outro, a gente adora fazer sexo com o outro. Epa! A gente deixa de ser ‘eu’ e vira ‘nós’.

É perrengue pra caramba, né? Por isso que, de vez em quando, eu queria ser, sei lá, um The Sims. Era só aplicar uns cheats que eu ficaria rico e... bem, nem nessa merda de jogo tem um código pra amor. Tsc, tsc, tsc.

3 comentários:

Vitor disse...

Wowww, agora eu invejo *invejinha boa* o post de hoje! Pois é, qto mais procuramos a independência e achamos que finalmente chegamos a ela tudo vai abaixo qdo o tal amor chega, a tal pessoa vem e parece que deixa agente sem chão. Seria triste ou bom sentir tudo isso? Tenho uma amiga que fala que alguém agora seria bom só se ela for coadjuvante. Das aulas de literatura que tive no colegial sempre soube que a paixão é dolorosa, dói e tudo mais. E que o amor é recíproco, acho que devia se abrir mão de muitas coisas. Pq ninguém nunca esta sempre no mesmo nível sentimental que nós! Bem vindo ao clube da vida real! Há. Não fico feliz em saber tudo isso também e se ajudar tudo isso que eu disse talvez conforte ao menos. Mas concordo que The Sims é bem mais fácil :B

Gostei mto daqui :)
Abraçoo
Vitor

Renato Medeiros disse...

"Os homossexuais são meio desprivilegiados" ... Ahhh, nem concordo! Na real eu nem veio desprivilégio no sexo entre homens; ou entre mulheres. No meu ver é tudo "MARA" ;P

Interessante a explicação, ou a "visão" que você colocou sobre o amor.

Realmente seria muito mais fácil ser um Sims. Com vários e vários cheats para dinheiro, trabalho, fama e amor :P

Patricia* disse...

Acredite, o pior é quando alguem aparece e bagunça nossa vida antes mesmo de contruirmos uma base.
Se for como vc citou, ainda estamos no lucro.
Beijo