4 de fev de 2009

Tóin, tóin, tóin

A cabeça lateja de dor, mas vamos lá. Sempre tentei ser aquele tipo de pessoa que, o maior prêmio que podia ganhar, era fazer os amigos sorrir. De um tempo pra cá, a minha essência mudou tanto que, além de não conseguir fazer mais ninguém sorrir, eu mesmo não consigo mais fazer isso com tanta intensidade. Perdi a vontade. Perdi o brilho. Perdi minha graça.

Hoje eu tô desistindo de tudo o que eu posso desistir. Vou seguir minha vida rotineira até o dia que precisar, mas vou deixar de lado muitas coisas, a partir de agora. Cansei da falta de respeito, cansei da falta de carinho, cansei da falta de consideração. Minha cabeça gira, gira, gira e ela não chega em nenhum lugar.

De vez em quando, a maior vontade que aparece é a de gritar, de jogar a real, de implorar por algo. Eu fecho os olhos e vejo tudo aquilo que não quero ver, mas sei que é real. Então resolvo deixá-los abertos, assim eu posso fazer as minhas imagens, aquelas que eu quiser. E é assim que vai ser daqui para frente. Tudo do jeito que eu quiser.

Nenhum comentário: