22 de jan de 2009

Parada agendada

Orgulho perdido,

Você. Como ousas? Como pôde ir embora assim, sem deixar avisos? Éramos a base de tudo, eu e você. Forte como um só. Um só corpo. Agora foi-se. Deixou-me de cara lavada, de pés descalços, de vida ao léu. Ferido? Estavas ferido com o que? Eu não soube cuidar de você? Perdi grande parte de mim, que ficou para trás do ego e das respostas espontâneas, das vontades ressentidas. Agora você anda por aí sozinho e me deixou na mão. Eu, sem você, não sou mais tão forte. Minha cara ficou velha, o tal do estresse me pegou e há de me deixar de cabelos brancos, se eles ficarem por minha cabeça. Ninguém mais me enfrenta, ninguém mais me quer. Você levou de mim a minha capacidade de ser o melhor. Agora eu não sou ninguém.

Resposta do Orgulho perdido.

Corpo idiota,

Você, em conjunto da sua mente doente, deixou eu ser massacrado. Intrínseco, você precisa de mim. Agora eu aprendi a lição, saí andando, dei a cara a bater. Fora de ti, eu não vou viver assim. Éramos fortes, éramos um só. Eu sempre te dei base e você deixou que um ser humano qualquer me colocasse no fundo da caixa mais escura. Você abaixou a cabeça não uma, mas várias vezes. Você foi atrás de gente que não sabe lhe pedir desculpas. Você se desculpou pelo erro dos outros. Você assumiu o lado errado do mundo, pegou a culpa pra ti, deixou que entrassem em sua cabeça e fizessem você acreditar que o crime foi cometido pelas suas mãos. Idiota. Eu nunca mais poderei voltar. Eu sou forte e fiquei ferido, não existe cura pra mim. Nem pra você. É hora de abaixar a cabeça novamente e seguir em frente.

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