4 de set de 2008

Ele, no futuro imperfeito

O mundo te preparou seqüências sucessivas de surpresas. Ele, que é grande, se diminuiu a um grão de areia no meio de uma tempestade. Ele, que é grande, não percebe o quanto é invejado. O mundo vai, o mundo volta. Trancado e submisso à uma distância minúscula, deixou se intimidar pelo desconhecido. O desconhecido é que é a surpresa. As pessoas têm o poder de te rebaixar. O nosso ego é alimentado pelas opiniões alheias. A gente perde a nossa confiança, a nossa base. A gente perde a nossa graça pois, encostados em uma parede fria, recebemos palavras ao pé do ouvido que soam como sinos, mas são trovões.

Ele não sabe o quanto é belo, ele não sabe o quanto é contagiante, ele não sabe o quanto é duro, ele não sabe o quanto é complicado, ele não sabe o quanto é capaz, ele não sabe o quanto é querido, ele não sabe o quanto é rude, ele não sabe o quanto é carinhoso, ele não sabe o quanto vive, ele não sabe o quanto é preciso para se viver. Ele não sabe que o mundo – necessário – precisa dele para andar pra frente. De alma boa, de olhos queridos, de conhecimento inestimável, o mundo ainda precisa de um Super-Homem.

A idéia é que se dê a volta por cima que se retorne à vida que – espero eu – um dia já teve. Sair da escuridão para expor a sua graça, a sua arte, o seu prazer. De antemão, seja bem vindo de volta, meu caro...

2 comentários:

Roberta -Porto Alegre-RS disse...

Oi, Caio. Que bom que ele voltou. Te leio sempre. beijo

Debora disse...

Caio, achei teu blog zapeando pelo blogger! Seus textos são muito bacanas, parabéns! Só faltou um "About" para dizer se você é jornalista, escritor...
Bom, estou te seguindo via rss!
Abs!