17 de jul de 2008

It's time for a love revolution

Ou uma nova constituição. Bem mais que o tempo que nós perdemos, ficou pra trás também o que nos juntou. E é aquela coisa estranha que já foi tão pisada que ainda machuca. A gente nunca sabe, mas alguma força anuncia os dias que serão de angustia. E a gente não nega e nem os evita. Ah, pelo menos eu sou assim. De vez em quando eu percebo as mudanças de atitude e filosofia, quando as nego, passo por um processo complexo de nova aceitação e tento dar passos para trás. Mas é que de vez em quando elas são saborosas e caem na gula da tentação.

Mas o duro é que as mães sempre adiantam o futuro, é incrível. Os meus 17 foram diferente dos 18, dos 19 e dos 20. Agora tem um lance estranho no corpo que fixa a personalidade e parece que é pra sempre. Antes podia brincar e jogar, mudar de cara e vestir máscara que era fácil trocar de roupa. Hoje eu visto a camiseta e ela marca o corpo, que nunca vai mudar por falta de esforço.

E eu que era uma criança pudica e ingênua hoje já sei que não sou mais nada disso. Mas me perdi nas classificações como me tranquei no tempo chuvoso. Escorregadio.

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