2 de mai de 2008

Desespero

Faço bico, me abraço. Lá fomos nós, de braços dados, brincar de novo. Fogo que arde sem doer. Dessa vez foi longe demais, até querer morrer. Desespero, choro, frieza, amargura, você desatou em longas lamúrias. E te quero tanto, tanto, meu bem, que todo o meu amor foi atirado de canto. Eu era pra ser a pessoa da tua vida.

Quando a música perde o ritmo, ela é descartada. Quando os olhos não se encontram, eles são trocados. Quando os lábios não se querem, eles não se tocam. Quando você me humilha, eu suplico por um abraço.

"No te quiero sino porque te quiero
y de quererte a no quererte llego
y de esperarte cuando no te espero
pasa mi corazón del frío al fuego.

Te quiero sólo porque a ti te quiero,
te odio sin fin, y odiándote te ruego,
y la medida de mi amor viajero
es no verte y amarte como un ciego.

Tal vez consumirá la luz de Enero,
su rayo cruel, mi corazón entero,
robándome la llave del sosiego.

En esta historia sólo yo me muero
y moriré de amor porque te quiero,
porque te quiero, amor, a sangre y fuego."

Pablo Neruda

4 comentários:

Aline disse...

De mal a pior, hein, camarada? rs

te amo, sempre.

Alana disse...

Adoro seu blog...
Vc sempre tem a coisa certa a dizer ^^

Juliana Urquisa disse...

Quanta angústia...
=/

Luly disse...

Ai, eu adoro o Pablo Neruda, vivo foleando livros dele na biblioteca da faculdade, mas nunca li um inteiro =/

Heeh!! Beijão!!