7 de mar de 2008

Abrigo

De repente nossas mãos se soltaram
Largados, como dois desconhecidos
Inusitado perdido de um amor
Quimera da noite em que nos vimos
Para sempre, o mistério de sempre

Os beijos que um dia quis ganhar
Hoje, sem sentido, são frívolos e evitados
Sólidos, se olham com pesar
De tantas promessas só restou a imperfeição
A vida inteira que agora foi-se em vão

Deitado em uma chão qualquer
Meu corpo nu a vista por outra mulher
Meu sentimento em resguardo aos tiros
Meus olhos a vista de um abrigo
As estrelas clamaram pausa, ânimo e gratidão

Lia-se que jaz meu amor
Reprimido e cheio de rancor
Da vontade mais linda a cruel dor
Com a descoberta muda de furor
Um grito desesperador

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