29 de jan de 2008

Três parágrafos de vida

Um tanto descabelado, jogado ali de lado, procurando por um abraço. Cheio de lamúrias e o coração doído, tadinho, doído como já fez outros doerem, com ânsia da rotação do mundo e as órbitas oculares perdidas para dentro do próprio ser, sentindo somente a aspereza do travesseiro e a indelicadeza que ele recebe o peso do corpo, concentrado todo na cabeça, que dói com a luz do espaço, chorou por ser vulnerável.


Um tanto torto, despercebido pelos outros, encostado em um pedaço de árvore. Passos largos e um tempo exato, marcado, esperado. Era o dia do apocalipse, apertado, orgulhoso e egocêntrico, saiu andando sentindo somente o vento. Foi-se toda a beleza dos olhos infantilóides e a pureza das batidas do coração inocente. Sentado, esperando, choroso, tadinho, choroso como já fez alguém chorar, sentiu-se despreparado para a guerra e preferiu dar para trás.

Um tanto feliz, esperançoso, sem mais rancor na voz. Pulos e rebolados, encostadas e olhadas, tudo assim, no particípio do passado, da memória insana e desprezada que teve de ser deveras enterrada, surge do nada uma palavra louca, tadinha, tão louca quanto quando gritada para os inimigos, acertou em cheio o ponto de erupção, fez doer toda a dor e drenou todo o mar do corpo, tornou sólido o braço e fez-se tocar o coração.

Um comentário:

Amanda Chagas disse...

o blog ja está excluído, me desculpe. tolice imensa da minha parte, eu sei!