23 de dez de 2007

devaneio

Uma vontade de chorar, deitar e comer chocolate, escutar música depressiva, ler um livro de amor, sorrir com um filme de final feliz, olhar no celular e ler um 'eu te amo', sentir saudades, deitar e pensar, se revirar na cama pensando, dormir sonhando e acordar lembrando. Uma vontade. Uma besteira. Uma história. Uma brincadeira.

A vida não é, e nunca vai ser, do jeito que era antes. Há um ano, eu descobri algo extremamente novo e complicado, algo gostoso, algo único. Há um ano, eu me descobri de novo. Uma pena, um erro meu, não saber como levar. Ainda bem que mudei, ainda bem que cresci um pouco.

Retrospectiva de 2007: começa estranho, com um frio na barriga, janeiro é um mar de brigas e mentiras, um final de um namoro gritando e uma nova pessoa na vida. Depois, tudo muda, eu abro os olhos. Em junho, de novo, um novo namoro. Cada mês teve algo, cada semana era uma descoberta, cada dia era especial. O que eu penso? Non, rien de rien, non, je ne regrete rien...

Com cada erro, eu descobri um acerto. Com cada pessoa, eu descobri um sentimento. O ano terminou, esse deve ser o último texto de 2007, que foi incrivelmente meu, reflexivo. Que 2008 comece diferente, que eu finalmente consiga ver que sou um homem de 20 anos, não um moleque de 15, que eu entenda os outros, que as pessoas me pordoem por completo de tudo que fiz para elas em 2007, que alguns me esqueça, que outros me amem. Que você, em particular, você, com suas duas pulseiras pretas, me re-descubra. Me re-interprete. Me revire do avesso de novo. Me faça ser teu. Que eu te faça suspirar e escrever algo bonito para mim, uma poesia ou um texto na internet, não importa. Que eu invada os seus pensamentos de novo, que eu roube seu sorriso para pôr um beijo. Que você me ame inconsequentemente, loucamente e deliciosamente.

Desculpem-me, mas eu descobri o amor esse ano. Tardio, talvez, mas na hora exata para renascer.

Um beijo, Caio.

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