18 de out de 2007

cuspida

É de um velho tempo a amiga explícita, que virou namorada um dia e disse adeus com olhos de arrependida. É de um novo tempo o grande amor da minha vida, que chegou em um carro de luxo e desenhou uma história surrealista. É de todos os tempos uma letra que começa um grande alfabeto indecorável, que anda de boca e boca até cair na do povo. É de agora o tempo passado, que virou pó no meio do vento e voltou assoprado de mala e cuia com memórias que a mente talvez queriam ter apagado. É dos dias do adeus que o telefone deixou de tocar anunciando uma voz conhecida do outro lado de uma linha. É do sol da manhã que o peito estufa e clama por um bom dia que chega na tal vida a ser vivida. É de agora e de sempre os cds com suas impressões, textos e fotografias a serem guardadas na minha caixa perdida com tranqueiras realistas, mas não esquecidas. É de hoje que eu quero saber, do amanhã que eu quero viver e do passado que venho a esquecer. Agora, é de outra coisa que eu quero saber...

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