18 de set de 2007

Tempo

Não há ampulheta que consiga segurar o tempo. O vento o leva com uma leve brisa e a única interferência que alguém pode fazer é marcá-lo com algo especial. O nascimento do bebê, a hora do casamento, o minuto do primeiro beijo, o segundo em que alguém se foi. O tempo é bom, se vivido. O tempo é mau, se passou em branco. Mas quem liga? Ainda há tanto dele para se usar...

Um grão diferente trava o tempo. Interrompido, ele não tem para onde fugir. Acumula-se acima de todos os outros. Esmaga, destrói, corrói, cansa e briga por ar. De tão exaustivo, apaga, sem deixar vestígios, todos os outros tempos que se foram e estão na parte abaixo, livres e irreconhecíveis. Tempo único que passou por desafios e fez um caminho que não conhecia.

Quando a diferença se torna igual, tudo volta à rotina de antigamente e funciona perfeitamente. Porém, o tempo para sempre ficará marcado por um certo tempo...

Um comentário:

Isabel Emy disse...

oiee!
eu não sei como entrei no seu blog, mas achei esse texto lindooo!!
adoreeeii! ^^
vc q fez??
é isso!
bjuss!