10 de ago de 2007

Estadão, para quem pensa ÃO!


A polêmica foi lançada e eu fiquei de fora, sem saber o que estava acontecendo, mas bem que senti uma leve movimentação. Até que chega em meu Outlook um e-mail desesperado e inofensivo, perguntando se eu, blogueiro, estava revoltado com o Estadão. A reação foi, acho, esplêndida: minha cara de retardado tentando entender o meu amigo e o telefonema pós leitura fizeram eu me sentir o cara mais desatualizado e off-Google do mundo. Realmente, ainda não sei como vivo – e blogo.

Ocorreu que o Estado de São Paulo, aka Estadão, colocou no ar essa semana uma campanha que aparentemente insulta a todos os blogueiros e, óbvio, causou um grande furor aos adpetos do miguxês. E quem esses jornalistas e publicitários de merda pensam que são, tentando atingir a nós, blogueiros revolucionários que gostamos de publicar a nossa vida pessoal para um mundo inteiro ler, ou comentar notícias como se fossemos colunistas queridos da revista Veja, cheios de credibilidade e conteúdo para informar – já que sim, somos formadores de opinião – aos nossos queridos leitores, miguxos, claro?

Realmente, inofensiva. Particularmente, penso que há essas horas a Talent, agência produtora da publicidade, está dando uma festa movida à pró-seco para os seus funcionários. A repercussão foi bem maior que o esperado e o produto foi exposto na mídia entre duas vertentes totalmente diferentes: é um jornal que passa notícia, séria, verdadeira, com profissionais formados e aptos para realizarem a sua profissão. Por outro lado, atingiu a uma classe absurdamente grande e nova, com planos mirabolantes. E eu que já existe alguma comunidade no Orkut acusando o jornal de censura, preconceito ou coisas do tipo. Lembram da Cicarelli, não é?

De mau gosto ou não, amanhã os números de publicações vai ser obviamente maior. Amanhã o Estadão vai vender horrores e nós, blogueiros, vamos postar revoltados para meia dúzia de gatos pingados lerem o que pensamos. E a notícia sem lide ganha mais atenção do que a TAM, espero eu – ou não.

Chega, vou estudar Web 2.0. É bem hype!

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