BAs e o amor
05/11/2009
Fui viajar. Viajei contente. Viajei com esperança. Era tempo de mudança. Era tempo de fixar algumas coisas. De fazer pessoas ficarem. De se apaixonar. Viajei feliz. De mãos dadas. Voei por horas. Cheguei na cidade mais gostosa que já fui na minha breve e sedentária vida. Deu vontade de conhecer o mundão todo. Deu vontade de viajar, viajar, viajar pra sempre. Sempre juntos. Para rir. Para gastar. Para comer. Para beber. Nada iria estragar. Aconteceram coisas. Não estragou. Perdi o telefone e eu fechei os olhos e pensei: é minha culpa, não era nem pra ter trazido isto. A viagem foi melhor. A viagem foi mais gostosa que tudo. A viagem rendeu os quatro melhores dias da minha vida. Nâo queria voltar. Não queria soltar. Não queria parar.
Voltei. E já planejo viajar.
Só posso agradecer, né?
histórias
26/10/2009
Vez ou outra, eu decido pensar na vida. Na verdade, não. Vez ou outra, algo me faz pensar na vida. Seja um livro, seja um seriado, seja um filme. De um tempo para cá, comecei a sentir uma grande confusão. Confusão de sentimentos, de vontades, de verdades, de carinho, de paixão. De uns tempos pra cá, comecei a assistir outros seriados e ver filmes diferentes. De uns tempos pra cá, fiquei mais perdido do que deveria.
O resultado eu já assisti.
perder a vida
23/10/2009
Enquanto Manuel Carlos manda personagens viverem suas vidas no Leblon, na riqueza e na fartura, a gente, de 21 anos, perde a vida em São Paulo. Perde as noites. Perde a companhia. Perde as risadas. Perde a harmonia.
A pior cadeia é esta.
O jogador de pontos
14/10/2009
Quando menino, brincava e sonhava. Jogava com o vento, chorava na estrada. Sorria com o sol, se encantava com a amada. Como todos, foi crescendo lentamente. De vez em quando, a mente estacionava e o corpo espichava. Era uma correria danada para tentar entender. Novidades, mudanças, responsabilidades. Ainda menino, aprendeu a pontuar. Começava uma história, a vivia e colocava o seu ponto final. Sua vida fora um livro de crônicas. Abriam-na, lia um capítulo e ponto final, ali terminava uma história de criança.
Nunca deixou de pontuar, mesmo não gostando de jogar. Andava para lá e para cá aflito, roendo os dedos, comendo brigadeiro, escondido em seu paradeiro verde limão de quatro paredes. Sentava atrás da porta e sorria. Ouvia sua música preferida no último volume e cantava, acelerando e aumentando a voz a cada refrão. Duas vezes. Chorus. Atrás da porta também chorou, como sempre, suas lamúrias. Ficou doido. Passou por dificuldades. A porta era sua amiga. Ali, aquela madeira branca e sem vida. Era sua melhor amiga. Nela, espelhava e vivia. Dançava e pulava, fazia suas caras e bocas. Se enraiveceu. Xingou a porta. Ela ficou de lado. Era o sinal da nova fase, do outro capítulo. Ponto na crônica. Era uma vez.
Mais crescido, abandonou a imaginação. Pegou e sentiu o real em um tapa que, de soslaio, o assustou. Resolveu procurar e enxergar. Andou sozinho, de mãos abertas pelo vento. Zig, zag. Vrum. Voou com ele. Sentiu seu coração desacelerar, a tristeza chegar, o amor nascer, a doidera crescer. Já tinha lá os seus 18 quando descobriu a paixão, quando descobriu o tesão, caiu na tentação. Bebia sem parar. Sua nova amiga já estava lá. Resolveu parar. Tinha uma vida e uma história nova para formar. Jogou um ponto e foi feliz para uma nova aventura, que poderia ser grande, diferente e final.
A história começou pontuada. Foi toda errada. Indisciplinada. Sábia. Demorou anos demais para se formar. A ingenuidade batia à porta e dizia que era companheira e confortável. Abraçou a causa. Fechou os olhos para aquilo que o mundo jogava em sua cara. Rebatia, assustado. Acreditava nas pessoas. Uma astróloga pegou o menino em um bate papo desacredito. Narrou o seu nome de muitas letras. Contou sua idade. Refletiu e olhou assustada. "Você sabe o que te espera daqui pra frente, não sabe?". Com uma lágrima limpa escorrendo na face, enrubesceu, apoiado na mesa com o peito dilacerado. Era um novo tempo. Um tempo que não era seu. "Cuidado, garoto de roupa vermelha. Você tem um dom, não o jogue fora. Não o enterre". Pode deixar. "Seu erro vai ser confiar nas pessoas com facilidade demais". O menino já sabia. Já sofria. Já escondia. Era hora do ponto, mas este ele quis segurar.
Em devaneios de pesadelos, suores noturnos anunciavam o futuro mais que certo. Era tempo de sofrer sozinho. Era tempo de esquecer o orgulho. Era tempo de dividir. Nunca mais o garoto iria confiar em alguém. As vestes tristes diziam que ele seria esquecido e humilhado. Estava escrito. Ele sabia, porque ele podia ver. Ele via pessoas, ele ouvia conversas, ele fofocava assuntos, ele jogava o maduro. Foi de galho em galho que descobriu seu amor por um coração que, oh, se dizia destroçado. Acreditou. Começou errado. Hora do ponto? O desgraçado evitou. Queria saber seu futuro, mesmo que já escrito e lido.
Começou a jogar e a dançar a lambada da mentira. Jogou aqui, jogou acolá. Conversou com quem quis sem se mostrar. Descobriu verdades profundas, descobriu medos passados. De tempo em tempo, o ponto lhe voltava à mente, mas sempre fora esquecido. Esse último, tão importante, ficou imponente. E tudo foi passando. O garoto foi deslumbrando. A outra parte foi se mostrando. O mundo foi acabando. E é assim, no gerúndio mesmo, na vida andando, que ele descobriu que não podia mais controlar aquilo tudo. Era jeito. Era identidade. Era criação. Era falha. Era insegurança.
De novo, humilhado e sozinho, pegou lá do fundo a sua arma de pontos. Ameaçou. Guardou. Ouviu de novo. Pegou. Colocou. É o ponto mais presente, é o ponto sem final. É o ponto de uma história que nunca vai ter fim, porque a simples existência dele na vida do garoto da vidente interrompe. Mas não faz o seu trabalho. Não é o fim. É uma nova história, um novo caminho, um novo percurso. Com tudo mais claro, desconfiado, segue no trabalho. Quem sabe, assim, querendo ser amado, um dia não cai em um achado, desolado, querendo seu abraço. Chora no ombro a canção da vitória. É primavera e eu te amo. É verão e eu te odeio. É inverno e eu preciso. O garoto virou primeira pessoa, a história virou real. O livro saiu do forno, a verdade saiu escrita. De tudo um pouco, tornou-se o nada. E o garoto, esquecido com seu ponto que não termina, começou uma nova jornada.
Sentou atrás da porta desenhada. Chorou todas as suas mais doloridas lágrimas. Tomou o seu banho. Ouviu conversa fiada. Pediu desculpa à amada. A crônica teve o seu fim, de forma brusca e exata. Que as próximas durem menos, porque o coração, depois de tanta crônica em suas batidas, se acostuma. E adoece para o todo e sempre.
E com tantos outros blogs...
07/10/2009
O meu mais querido ficou à deriva. Ainda bem que tem um japonês que comenta todos os dias no post sobre o Michael Jackson.
Ele mantém a coisa toda rodando e viva.
Menos o Michael.
Instável
25/09/2009
Tempos difíceis. Loucos. Incontroláveis.
E o homem é nada. E alguém, lá de cima, é que faz e coordena tudo.
Se é bom?
24/09/2009
Quero é viver uma vida de novela do Manuel Carlos. Realidade aumentada é o que há. HAHAH!
O cara lá de cima
22/09/2009
De vez em quando, acho que tem alguém de brincadeira comigo. Faço uma mistura de 1984 com The Sims e acabo pensando que tem gente me controlando, mexendo os meus braços e pernas e fazendo eu falar e agir como não deveria. Ai, se fosse assim... Pelo menos a culpa de tudo não seria minha.
Here Comes The Sun
15/09/2009
Me peguei imaginando eu sentado em uma pedra, perto do mar, tocando o começo dessa música...
"Here comes the sun tchuru ru ru Here comes the sun And I say it's all right
Little darling, it's been a long cold lonely winter Little darling, it's feels like years since it's been here Here comes the sun, here comes the sun and I say it's all right
Little darling, the smiles returning to the faces Little darling, it seems like years since it's been here Here comes the sun, here comes the sun and I say it's all right
Sun, sun, sun, here it comes... "
Why, Avril? Why?
09/09/2009
It's not supposed to feel this way I need you, I need you More and more each day It's not supposed to hurt this way I need you, I need you, I need you Tell me, are you and me still together? Tell me, do you think we could last forever? Tell me, why
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