je voudrais te dessiner dans un désert... 14/02/2012
é tão gostoso ficar sonolento quando a cabeça não para de maquinar. acordar cedo sem perceber que a noite acabou de tanto falar. é até errado, mas de uma delícia tremenda. apaixonar-se requer cuidado: um coração, mesmo se já muito quebrado, não pode ser estraçalhado. apaixonar-se requer toques, mil passos, alguns beijos e tantos amassos. é um mundo ainda novo que desafia o passado - um bocado. oh, um menino, mude o artigo, se arrisque comigo. não me machuque, não vá embora, não brinque tanto. são 10 dinheiros, um leão e novos contrastes pra gente, juntos, criar uma raridade.
cabeça - pilhada, 24/7, desesperada, animada, empolgada, criativa. cara - a de sempre. nunca foi expressiva. coração - destroçado - como disseram que ia ficar há quatro anos. clichê - tudo passa.
Para que serve o sapato mais caro do mundo? De que adianta a blusa mais brilhante? Para que serve se matar de estudar? Pra que conhecer o mundo inteiro? Basta ter o cabelo mais liso e lindo? O corpo mais magro? O dente mais reto? O passo mais leve? De que serve ser o melhor? Pra que ser famoso? No fim da noite, vai todo mundo estar gastando o sapato, sujando a blusa, esquecendo a etiqueta, perdendo a cabeça, com o cabelo bagunçado, um sorriso sincero, a roupa colada, anônimo, dançando até que a música diga que basta.
Feeling sexy and free. About to explode. Don't you know? We are all out of control.
Me fez rir, então vale compartilhar. Sentado na cama, agora há pouco, assistindo Harry Potter e comendo Sucrilhos, lembrei-me dessa mesma pessoa anos antes. Era adolescente, tinha hábitos e manias únicas, vontades pequenas de conhecer pessoas interessantes e lugares estonteantes. Via seriados e imaginava minha vida e meu amor ali. Sonhava com personagens e acordava no meio da noite triste. A Marissa morreu. Esse era eu.
Hoje, percebi que cresci e, meu Deus, emburreci e deixei de sonhar pequeno (e, veja bem, nem sonhado grande tenho). Não tenho mais um mundo mágico que me mudou tanto, apesar de amar loucamente esse bruxo de óculos, não viajo a cidade toda lendo livros e rindo sozinho dentro do ônibus, quiça chorando, ocasião que já me fez um cobrador dizer "ela volta!". Não tenho mais um seriado predileto onde o amor impossível dos ricos me angustiava. Não tenho amigos que disputavam os 150 primeiros Pokémons no GameBoy. Não tenho uma vontade incrível de ser sempre o melhor, hoje, basta ser OK. Não tenho mais madrugadas em claro lendo e lendo sobre internet, programação e consumo de informação. Não tenho informação.
Levantei. Olhei a minha volta. O quarto continua cheio de brinquedos. A cada dia mais. Entendi.
Levantei da cama. Liguei Avril Lavigne. Escolhi um livro de amor. Baixei temporadas e temporadas de um seriado. Favoritei uns sites. Fiz um layout.
Sem eu perceber, me mudaram. Tiraram minha ingenuidade, o meu brilho, para dar lugar a algo que sempre esteve guardado, precisava um dia sair, mas não deveria durar. Uma ex-namorada já dizia: a gente muda, mas a essência permanece. É fácil voltarmos a ser o que temos de melhor.
Things I said before but I'll never say again:
1. I love you
2. I miss you
3. I'm sorry
After messing up ( for not losing weight) I broke up with my boyfriend because he desperately wanted me to lose weight. He got mad when I didn't. It broke my heart because he didn't love me for who I was. I am never going to say those things again to him. I may still love him, but I'm not going to be a fool.
Achei isso sem querer. Me doeu o coração. De tudo, o mais triste é o final: I may still love him...
Em 2011 eu vi três shows da Avril Lavigne bem de pertinho. Vi Avril duas vezes cara a cara, dentro do hotel no Rio de Janeiro. Encostei no braço dela. Esse ano gravei dois comerciais, um pra Nextel e um pra Fiat. Esse ano eu toquei em muitas baladas. Esse ano eu gastei muito dinheiro. Esse ano minha irmã ficou noiva. Esse ano eu não recebi aumento e nem mudei de trabalho. Esse ano foi, por todo o junho e todo o dezembro, inesquecível.
Li no Papo de Homem esse ótimo post com conselhos que os autores dariam aos seus filhos. Resolvi pensar, também, no que eu diria ao meu.
1 - Dance bastante.
Desde pequeno, eu gosto de dançar. São momentos únicos que fazem com que eu me sinta totalmente livre para fazer o que eu quiser. Não, seu não sei dançar. Eu mexo minhas mãos para lá e para cá, rebolo até o chão, pulo, giro e grito. Não existe nada mais gostoso do que dançar a sua música favorita.
2 - Experimente de tudo - mas saiba quando parar.
Não importa o que os outros digam para você, experimente. Não importa se é certo ou errado, experimente. Só experimentando, testando e errando é que você vai saber o que você realmente gosta.
3 - Assista ao show da sua banda preferida.
É uma emoção muito estranha, mas é delicioso ver o seu astro cantar perto de você e sentir a vibe de milhares de pessoas soltando a voz - e chorando - junto a você.
4 - Se apaixone. E se entregue totalmente.
Vai machucar. Bastante. Mas se apaixone, ame loucamente e faça tudo o que puder para que, no final, você saiba que fez tudo o que pode. Se entregar de corpo e alma para alguém dá uma sensação única de acolhimento, de proteção, de felicidade e carinho.
5 - Esqueça.
Não importa o que te fizeram de mal, não importa o quanto machucou. Esqueça. Simplesmente, você não precisa lembrar das coisas ruins da sua vida.
6 - Se importe com a morte - mas só depois dos 20.
Quando você começar a sentir que a vida está passando rápido demais, lembre-se que, muito em breve, você vai morrer. Até hoje, ninguém descobriu o que acontece depois. Então se importe com esse fato. Corra para aproveitar a sua vida enquanto você tem força e é jovem.
7 - Tenha manias.
Eu sou cheio de manias estranhas, mas é uma forma que tenho de me divertir sozinho. Tenha as suas. Compartilhe. As pessoas vão te admirar por algumas estranhezas.
8 - Faça coisas erradas (bem escondidas).
É estranho, sim. Mas é a verdade. Fazer algumas coisas erradas vez ou outra nos faz lembrar de que estamos vivos. Se preocupar para que, depois, ninguém descubra, é uma das partes mais divertidas.
9 - Tenha medo.
Ter medo não é sinônimo de fraqueza. Você é um ser humano que erra e aprende. Tenha medo das pessoas, da vida, do seu futuro. Só assim você vai se preocupar e dar o seu melhor para tudo o que você fizer.
10 - Me ame.
A gente vai brigar muito. Provavelmente, você vai me odiar por vários momentos. Até vai querer que eu morra mais rápido. Mas me ame, por favor, e lembre-se que, não importa o quão bravo eu ficar com você, eu vou te amar para sempre de forma incondicional. No fim, eu vou correr te abraçar e chorar. Sim, você tem um pai chorão.
Perdi meu jeito, fiquei meio sem fôlego, acabei sem rumo. Perdi os dedos, a boca, o tato, o cheiro. Perdi o apelido, o táxi, o ônibus, o presente. Perdi o carinho, o elogio, o querido, o pequeno. Perdi o sorrisoe o beijo. Perdi a alegria, a briga, a luta, o anseio. Perdi o pedido, o elo, o sexo e o receio. Perdi tudo. Perdi o mundo. O elemento.
Surpresa.
Não perdi a noção.
Não perdi a essência.
Não perdi a inocência.
Não perdi a razão.
Seguimos de mãos desgrudadas, caminhos opostos, palavras cruzadas. Olhos de soslaio para acompanhar cada passo. Não nos perdemos, mas não nos temos. Não queremos. Não percebemos. Não vivemos.
Silêncio.
O amor é uma grande confusão. Assim, perfeito, ninguém aprendeu sobre ele. Anotei, num rascunho de 2009, num guardanapo durante um jantar a dois, o que já tinha vivido, aprendido e usado:
- dói, de uma forma que não sinto na pele;
- sufoca, de uma forma que não me tira o ar;
- chora, mas uma lágrima que não posso mostrar;
- enlouquece, mas eu não posso gritar;
- mata, mas eu quero viver.
Então, sem querer, sem todo o meu jeito e todas as minhas perdas, percebi. Dói, sufoca, faz chorar, enlouquece, mata. Mas ah, ao te ver voltar, entendi de uma vez por todas: é preciso só viver pra amar. Se matar, tudo bem. Nada no mundo vai pagar o meu sorriso ao saber que nada me fiz, além de te amar.